segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O entretenimento, rei da Televisão

Os programas de TV sofreram grandes alterações nos últimos anos.
Antes a função dos meios de comunicação era: formar, informar e divertir. Mas, na realidade formava pouco, divertia muito e a informação tinha muita importância, tudo isto desapareceu dando lugar a outra realidade.
Com a existência de vários canais, passa a haver concorrência entre estes. Sendo assim, os programas são elaborados de forma a atrair um grande número de audiências.
Embora a informação continue a ser importante é feita de maneira a chamar a atenção do público, não para os factos da actualidade mas para o próprio canal Televisivo ser famoso ou pioneiro. Pois, muitas notícias, pela maneira como são apresentadas, mais parecem espectáculos.
Esta realidade põe em causa:
1- O trabalho dos jornalistas - porque muitas vezes põe-se em causa a veracidade das notícias pela quantidade de informação, muitas vezes contraditória para obter benefícios comerciais e de lucro para o respectivo canal.
2- A atitude dos telespectadores – porque não vêm a TV como espelho da realidade.

O jornalista é um informador, mas por vezes, põe em causa a veracidade da informação em benefício de entretenimento. No entanto vemos a TV como uma fonte de realidade, embora não acreditemos em tudo, ou seja: não confundimos a realidade com a ficção.

A TV mostra-nos as formas de viver no mundo actual, mas de uma forma diferente direccionada para critério: éticos e estéticos.

Nos nossos dias a informação deixa de ser verídica, os concursos deixam de ser honestos e os espectadores não conseguem controlar, isto é, deixam-se influenciar e estes programas têm cada vez mais audiências deixando de ser importante o seu conteúdo.

Na verdade existem cada vez mais espectadores dependentes deste aparelho que mais parece circo que nos ilude.

Na verdade não há qualquer controle jurídico ou ético; isto porque há liberdade e autorização para apresentar como se trata-se de um produto para venda, sem uma lei que os proíba.

Devia no entanto definir-se novas leis e regras.

A quem compete resolver este problema:
1º Aos meios de comunicação; deviam ter responsabilidades e obrigações e não apenas finalidades lucrativas.
2º Os profissionais devem ter responsabilidade pela imagem e mensagem que passa para o público.

3º Os espectadores também devem ter o bom senso de escolher os programas mais culturais.

No entanto todos os canais têm a sua liberdade, mas os cidadãos também têm liberdade de escolha. No entanto deviam existir novas leis e regras para poder controlar todos os programas.
A sociedade também constrói os seus princípios e convicções a partir destes programas.